FORMIGUEIRO

CAMINHOS PARA UMA EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA

SOBRE A 
WEBSÉRIE

Basta ajustar as lentes para notar o movimento. É rasteiro e é sempre ligeiro. Formigas têm mais comunhão do que comparação, apresentam e representam modos diversos de re-existência. Estampam a interdependência em uma revolução silenciosa que se faz em comunidade. Quem disse que a formiga não canta? Pisa ligeiro, quem não pode com a formiga não atiça o formigueiro.

Uma websérie sobre caminhos possíveis para a construção de uma educação transformadora. A cada episódio, uma narrativa de vivências que transbordam em práticas.

Episódio 1

CLAUDIA MIRANDA

Claudia Miranda é uma mulher, negra, professora e pesquisadora. Com muita generosidade e presença, narra nesta entrevista sua trajetória no cenário das universidades públicas brasileiras e a importância de uma formação para além dos muros dessas instituições. Em seu caminho formativo, Claudia nos conta que aprendeu sobre a importância de ousar nos conceitos e ir além do currículo. Em um movimento sankofa --  retornando ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro -- tece junto a seus estudantes uma rede de diálogo e vivências que investiga  experiências e movimentos no contexto  latino americano e os diversos recortes possíveis dessa realidade. 

Episódio 2

RODRIGO TORQUATO

Rodrigo Torquato é cria da Rocinha, professor e pesquisador da Universidade Federal Fluminense. Nesta entrevista, conta seu percurso de se reconhecer professor e seu projeto ainda em curso de alfabetização para as classes populares. Com muita força e “inteligência bandida” - conceito que ele vem desenvolvendo teoricamente -, ele reafirma sua luta anticapitalista e aponta distanciamentos estruturais entre a escola de hoje e seus estudantes.

Epsódio 3

TAINÁ ANTONIO

Tainá Antonio tem 25 anos de Baixada Fluminense, é uma jovem negra de Duque de Caxias. Cientista ambiental por formação, encontrou no yoga a possibilidade de ressignificar os territórios periféricos e é geradora do projeto Yoga Marginal. Nesta entrevista, Tainá conta como hoje, mestranda da UFRJ, pesquisa a origem africana das práticas de autocuidado e do yoga que já existem no dia a dia da periferia. Do Sarra Yoga à meditação no trem lotado, ela nos mostra como o yoga já vive nas periferias, assim como, "o baobá já existe em potencial em sua semente" (Tierno Bokar).

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SAIBA MAIS SOBRE OS ENTREVISTADOS

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CLAUDIA MIRANDA

É pós-doutora em Psicossociologia pelo Programa de Estudos Interdisciplinares de Comunidades e Ecologia Social (EICOS/UFRJ) e Pesquisadora CNPq. É Professora Associada do Departamento de Didática e do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO. Professora da Especialização e Curso Internacional Estudios Afrolatinoamericanos y Caribeos ?Pensar América Latina y el Caribe es pensar la raza? do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (CLACSO). É membro do Grupo de Trabalho CLACSO Afrodescendência e propostas contra-hegemônicas, professora da Escuela Internacional CLACSO Más allá del decenio afrodescendiente.Coordena os projetos de pesquisa Intercâmbio Colômbia - Brasil: experimentos afrolatinos e diálogos interculturais na produção do conhecimento refletida nas políticas curriculares e, Como a Educação Intercultural impacta as políticas e as práticas curriculares no Brasil e na Colômbia: um estudo comparado sobre a participação dos movimentos pedagógicos e as perspectivas de gestores/as e etnoeducadores/as. Faz parte da Red de Etnoeducadores Los Hilos de Ananse na Colombia e da Rede Carioca de Etnoeducadoras Negras. É líder do grupo de pesquisa Formação de Professores, Pedagogias Decoloniais, Currículo e interculturalidade: agendas emergentes na escola e na universidade. Suas pesquisas incluem Movimentos pedagógicos em rede na América Latina, Pensamento Decolonial Latino-americano, Crítica Pós-colonial, Perspectiva Intercultural de Educação, Narrativas subalternas, Descolonização do conhecimento, Estudos críticos da branquitude, afrolatinidade e diálogos educacionais na diáspora africana. Foi professora adjunta da Universidade Federal Fluminense (2008-2010), consultora da Fundação Cultural Palmares/MinC (2007-2010) no Projeto de Cooperação com os países da América Latina intitulado Processo de mapeamento das dimensões da cultura. Coordenou (2008) curso de férias de Metodologias de Pesquisa em Angola (Universidade Agostinho Neto) para estudantes retornados no pós-guerra em Luanda.É graduada em Letras (portugués-espanhol -1992) pela UFRJ; Frequentou graduação em Ciências Sociais, é Mestre em Educação (UFRJ) e Doutora em Educação (PROPEd/UERJ).

 

Mais infos:

www.clacso.org

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RODRIGO TORQUATO

Doutor em Educação pela UFF e Advogado. Líder do Grupo de Pesquisa ALFAVELA. Mestrado em Educação pela UERJ. Graduações em Direito (Cândido Mendes) e Pedagogia (Gama Filho). Tem experiência na Área de Educação, com ênfase na Alfabetização dos/das estudantes das Classes Populares e Cotidiano Escolar. Na Área do Direito, o interesse pelos estudos e pesquisas do Campo da Criminologia Crítica e do Direito Público, atuando principalmente nos seguintes temas: violências cotidianas na relação favela-escola e o Direito de Aprender nas Escolas Públicas.

Mais infos:

www.alfavela.pro.br/

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TAINÁ ANTONIO

Mestranda no Programa de Pós-graduação em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), bacharel em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), com formação técnica em Controle Ambiental pelo Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e formação em Vedanta, Hatha e Kemetic Yoga. Possui experiência nas áreas de biomonitoramento de rios, toxicologia, educação não formal e educação ambiental. Grande interesse acerca das questões que perpassam o meio socio-ambiental com destaque a educação ambiental periférica, racismo ambiental, políticas públicas, saúde integral e uso dos espaços públicos.

 

Mais infos:

www.instagram.com/yogamarginal/

REALIZAÇÃO

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